quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Graça barata e a graça preciosa



Nascido em Breslau, na Alemanha, em 4 de fevereiro de 1906, Dietrich Bonhoeffer foi teólogo, pastor luterano e um dos mentores e signatários da Declaração de Bremen, quando, em 1934, diversos pastores luteranos e reformados formaram a Bekennende Kirche (Igreja Confessante), rejeitando desafiadoramente o nazismo: “Jesus Cristo, e não homem algum ou o Estado, é o nosso único Salvador”.

Seus últimos dois anos foram vividos na Prisão Preventiva do Exército em Tegel, até que, em 9 de abril de 1945, pouco tempo depois do suicídio de Adolf Hitler e apenas três semanas antes que as tropas aliadas libertassem o campo, foi enforcado em virtude de seu engajamento na resistência anti-nazista.

Em sua obra mais famosa, escrita no período de ascensão do nazismo, intitulada “Discipulado”, Bonhoeffer desenvolve o conceito de “graça barata e graça preciosa”, uma das mais belas páginas da teologia protestante. Eis um pequenino trecho:

“A graça barata é a graça que nós dispensamos a nós próprios. A graça barata é a pregação do perdão sem arrependimento, é o batismo sem a disciplina de uma congregação, é a Ceia do Senhor sem confissão dos pecados, é a absolvição sem confissão pessoal. A graça barata é a graça sem discipulado, a graça sem a cruz, a graça sem Jesus Cristo vivo, encarnado. A graça preciosa é o tesouro oculto no campo, por amor do qual o homem sai e vende com alegria tudo quando tem; a pérola preciosa, a qual o comerciante se desfaz de todos os seus bens para adquiri-la; o governo régio de Cristo, por amor do qual o homem arranca o olho que o escandaliza; o chamado de Jesus Cristo, o qual, ao ouvi-lo, o discípulo larga as suas redes e o segue. A graça preciosa é o evangelho que há que se procurar sempre de novo, o dom pelo qual se tem que orar, a porta à qual se tem que bater. A graça é preciosa porque chama ao discipulado, e é graça por chamar ao discipulado de Jesus Cristo; é preciosa por custar a vida ao homem, e é graça por, assim, dar-lhe a vida; é preciosa por condenar o pecado, e é graça por justificar o pecador. Essa graça é sobretudo preciosa por tê-la sido para Deus, por ter custado a Deus a vida de seu Filho – “fostes comprados por preço” – e porque não pode ser barato para nós aquilo que para Deus custou caro. A graça é graça sobretudo por Deus não ter achado que seu Filho fosse preço demasiado caro a pagar pela nossa vida, antes o deu por nós. A graça preciosa é a encarnação de Deus. A graça preciosa é a graça considerada santuário de Deus, que tem que ser preservado do mundo, não lançado aos cães; e é graça como palavra viva, a palavra de Deus que ele próprio pronuncia de acordo com seu beneplácito. Chega até nós como gracioso chamado ao discipulado de Jesus; vem como palavra de perdão ao espírito angustiado e ao coração esmagado. A graça é preciosa por obrigar o indivíduo a sujeitar-se ao jugo do discipulado de Jesus Cristo. As palavras de Jesus: ‘O meu jugo é suave e o meu fardo é leve’ são expressão da graça [...] A graça e o discipulado permanecem indissoluvelmente ligados”.

2009 | Ed René Kivitz

Fonte: Ibab

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Papa Bento 16 anuncia renúncia ao pontificado

Fonte: UOL


Papa Bento 16 anunciou nesta segunda-feira (11) a renúncia ao pontificado, segundo  o Vaticano. Ele deve deixar o posto em 28 de fevereiro.

Em comunicado, feito em latim durante uma assembleia de cardeais na qual se discutia um processo de canonização, Bento 16 disse que deixará o cargo devido à idade avançada, por "não ter mais forças" para exercer a função.
"Após ter examinado perante Deus reiteradamente minha consciência, cheguei à certeza de que, pela idade avançada, já não tenho forças para exercer adequadamente o ministério petrino", disse o papa em um surpreendente anúncio durante o consistório para marcar as datas de canonização de três causas.
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1938 - O garoto Joseph (à esq.), o irmão, Georg, a mãe, Maria, a irmã, também Maria, e o pai, Josef, em foto familiar KNA/Reuters
O pontífice, que completará 86 anos em abril, afirmou que "no mundo de hoje (...), é necessário o vigor tanto do corpo como do espírito, vigor que, nos últimos meses, diminuiu em mim de tal forma que eis de reconhecer minha incapacidade para exercer bem o ministério que me foi encomendado". "Por esta razão, e consciente da seriedade deste ato, em completa liberdade, eu declaro que renuncio ao ministério de Bispo de Roma, Sucessor de São Pedro", acrescentou o papa.

AS PALAVRAS DO PAPA

Queridísimos irmãos, Convoquei-os a este Consistório, não só para as três causas de canonização, mas também para comunicar-vos uma decisão de grande importância para a vida da Igreja. Após ter examinado perante Deus reiteradamente minha consciência, cheguei à certeza de que, pela idade avançada, já não tenho forças para exercer adequadamente o ministério petrino. Sou muito consciente que este ministério, por sua natureza espiritual, deve ser realizado não unicamente com obras e palavras, mas também e em não menor grau sofrendo e rezando. No entanto, no mundo de hoje, sujeito a rápidas transformações e sacudido por questões de grande relevo para a vida da fé, para conduzir a barca de São Pedro e anunciar o Evangelho, é necessário também o vigor tanto do corpo como do espírito, vigor que, nos últimos meses, diminuiu em mim de tal forma que eis de reconhecer minha incapacidade para exercer bem o ministério que me foi encomendado. Por isso, sendo muito consciente da seriedade deste ato, com plena liberdade, declaro que renuncio ao Ministério de Bispo de Roma, sucessor de São Pedro, que me foi confiado por meio dos Cardeais em 19 de abril de 2005, de modo que, desde 28 de fevereiro de 2013, às 20 horas, a sede de Roma, a sede de São Pedro ficará vaga e deverá ser convocado, por meio de quem tem competências, o Conclave para a eleição do novo Sumo Pontífice. Queridísimos irmãos, lhes dou as graças de coração por todo o amor e o trabalho com que levastes junto a mim o peso de meu ministério, e peço perdão por todos os meus defeitos. Agora, confiamos à Igreja o cuidado de seu Sumo Pastor, Nosso Senhor Jesus Cristo, e suplicamos a Maria, sua Mãe Santíssima, que assista com sua materna bondade os Cardeais a escolherem o novo Sumo Pontífice. Quanto ao que diz respeito a mim, também no futuro, gostaria de servir de todo coração à Santa Igreja de Deus com uma vida dedicada à oração
Esta é apenas a segunda vez que um Papa da Igreja Católica renuncia ao pontificado.
O cargo ficará vago até a eleição do próximo papa.
Aos 78 anos, ele foi um dos cardeais mais idosos a ser eleito papa. 

Biografia

O cardeal alemão Joseph Ratzinger foi eleito papa em 19 de abril de 2005, em substituição a João Paulo 2º, que havia morrido em 2 de abril de 2005.
Bento 16 é o 265º papa e o primeiro a ser eleito no século 21. Ele assumiu o posto em meio a um dos maiores escândalos enfrentados pela Igreja Católica em décadas - o escândalo de abuso sexual de crianças por clérigos.
Líder da Congregação para a Doutrina da Fé, Bento 16 contou com o apoio das alas mais conservadoras da igreja à época de sua escolha como sumo pontífice.
Ratzinger nasceu em 16 de abril de 1927 em Marktl, Alemanha, e entrou para o seminário aos 12 anos. Na adolescência, estudou grego e latim, e mais tarde se doutorou em teologia pela Universidade de Munique.
É conhecido como grande estudioso e possui sólida carreira acadêmica. Na Igreja, ocupou o posto de prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, responsável por difundir e defender a doutrina católica.
Com a morte de João Paulo 2º, Ratzinger foi eleito pelos cardeais em abril 2005 e adotou o nome de Bento 16.
Durante a Segunda Guerra, chegou a ser convocado para combater nos esquadrões antiaéreos alemães. Dispensado, acabou sendo recrutado primeiro pela legião austríaca e depois pela infantaria alemã, da qual desertou em menos de dois meses.
De volta ao seminário, foi ordenado padre em junho de 1951. À função, somou o trabalho como professor de teologia, primeiro na Universidade de Bonn e depois na de Regensburg, onde seria reitor.
Em março de 1977, tornou-se arcebispo de Munique e Freising e, menos de três meses depois, foi criado cardeal pelo papa Paulo 6º. Já sob João Paulo 2º, em 1981, Ratzinger tornou-se o líder da Congregação para a Doutrina da Fé.
Neste cargo, Ratzinger reprimiu com força os teólogos que saíram de sua doutrina rígida e alienou outras denominações cristãs dizendo que não são igrejas verdadeiras.
Chamado de Guardião do Dogma, ele combateu o sacerdócio feminino e condenou a homossexualidade, além de ser contra a comunhão aos divorciados que voltarem a se casar e a impedir o crescimento do laicismo dentro da Igreja, mas não se considera um "durão".

Tome uma atitude...


Em uma de minhas pesquisas na internet, encontrei um blog, do qual me identifiquei muito, em especial um post que reparto com meus leitores agora:

Faça a sua parte. Saia da teoria para a prática! 


Dicas preciosas de oportunidades para VOCÊ fazer o bem:



# Pastorais CNBB >> Sua chance para fazer o bem com certeza está aqui;

# Viva e Deixe Viver >> "Estava enfermo e me visitastes";

# Toca de Assis >> "A fé sem as obras é morta";

# Projeto Anchieta >> Não basta sentir dó...

# Transparência Brasil >> Combata a corrupção... você pode!

# Projeto Pró-Vida >> Defendendo a Vida;

# Aborto.com >> Saiba mais para saber combater.


Fazer o bem vale a pena e é extremamente gratificante. Se desejar, conte ao autor do blog a sua experiência: hkmerton@yahoo.com.br. Ou compartilhe com os outros leitores o quanto é bom praticar o Amor, deixando uma mensagem aqui no blog.


***


E falando em fazer a sua parte... você já tomou posição a respeito do projeto de lei que prevê a legalização irrestrita do aborto, ATÉ O NONO MÊS DE GRAVIDEZ?




O aborto sempre foi um tema polêmico e causador de discussões. Indico as páginas a seguir a todos os meus leitores. Elas foram criadas para informar acerca de como o aborto pode ser feito, como a religião enxerga o assunto e como o aborto é tratado pela lei. Você também encontrará espaço para dar sua opinião, estatísticas e depoimentos de pessoas que abortaram. Espero que você saiba usar estas informações para formar a sua opinião sobre este tema que gera tanta controvérsia:

_____# Aborto.Com.Br

_____# Pró-Vida



Fotos reais de bebês abortados


Perguntas e respostas simples sobre o aborto: 

- Você acredita que a vida de um indivíduo humano começa com a concepção? 

- Não, eu não acredito nisso, porque isso não é objeto de crença. É uma verdade que eu colho das Ciências Naturais. Da mesma forma, eu não "acredito" que a Terra é redonda, nem que a água é composta de hidrogênio e oxigênio. Não é necessária uma revelação sobrenatural para saber que um indivíduo humano começa quando é concebido. Os que defendem o aborto negam um dado biológico.


- Uma menina foi violentada e está grávida. Você acha que uma criança pode ser mãe de outra criança? 
- Mãe, agora, ela já é. Na verdade você não está perguntando se ela pode ou não ser mãe de outra criança; você pergunta se podemos matar a criança pequena em benefício da criança grande. Respondo que não. Ambas as vidas são igualmente invioláveis.


- É justo compelir uma mulher a levar adiante a gestação de um feto que não tem cérebro ou com alguma outra deficiência grave? 
- O que você pergunta é se é justo dar à mãe de uma criança deficiente o direito de assassiná-la. É claro que a mãe não tem esse direito.


- Nos países que legalizaram o aborto, houve uma queda do número de abortos. Não seria conveniente que os defensores da vida lutassem para legalizar o aborto? 
- Esses dados não são precisos, mas o que realmente importa não é o “total geral” de abortos, e sim a vida de cada criança, que é especial e particular. Ainda que, por absurdo, a legalização desse crime levasse à diminuição de sua prática, não poderíamos legalizá-lo. O que importa é a proteção legal da crianças no ventre dessas mães. Cada bebê é precioso, e não um simples número em uma estatística.


- Você não acha que cada mulher deve ter direito sobre o seu próprio corpo? 
- Pelo que entendi, para você o corpo humano se compõe de quatro partes: cabeça, tronco, membros e criança. Assim como a mulher corta as unhas e os cabelos, ela deveria, segundo o seu pensamento, poder cortar a criança que carrega em seu útero. É isso? A mulher tem direito ao seu corpo, assim como a criança indefesa em seu ventre já tem o direito mais fundamental de todos: o direito de viver.


- Atualmente só as mulheres ricas têm acesso a um aborto seguro. As mulheres pobres acabam morrendo em clínicas clandestinas. Não seria melhor legalizar o aborto para dar fim a essa hipocrisia? 

- O fato é que para o bebê o aborto nunca é seguro, - é sempre 100% letal! - E isso é homicídio. A única diferença entre se assassinar uma pessoa na rua e um bebê dentro do ventre de sua mãe, é que o bebê não tem nenhuma chance de se defender. Ninguém, seja rico ou pobre, tem o direito de exigir segurança para assassinar um inocente! Assim como os ladrões não têm direito a um “roubo seguro” e os seqüestradores não têm direito a um “sequestro seguro”, o que seria um completo absurdo, os homicidas também não têm direito a um “homicídio seguro”.


- Centenas de milhares de mulheres morrem, a cada ano, por causa de abortos mal feitos. Legalizar o aborto não seria uma exigência da saúde pública? 
- Esses dados são altamente contestáveis, mas ainda que fosse verdade que houvesse uma multidão de mulheres mortas a cada ano por causa de “abortos mal-feitos”, a solução inteligente e . Ao invés de legalizar o assassinato dos inocentes, é preciso valorizar a maternidade e a vida intra-uterina, e dar assistência às gestantes. Esta sim, é uma exigência da saúde pública! E nem tão difícil assim de se resolver.

Do site Pró-Vida.


Foto real de um bebê não abortado (e sortudo)...


Por que todos ficam chocados quando surge a notícia de alguma mãe que jogou seu bebê recém-nascido numa latrina ou o abandonou numa lata de lixo para morrer, mas quando o assunto é aborto alguns consideram algo "normal" ou um "direito da mulher"? Só existe uma diferença entre os dois casos: no primeiro, o bebê estava fora do ventre da mãe, e tinha alguma chance de se salvar. Ne segundo, ele estava total e completamente indefeso!




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Clique aqui e vote contra o aborto na enquete da Globo.

Clique aqui e participe da campanha "Nascer é Um Direito".


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Segue um email que recebi e que achei que valeria a pena compartilhar:


"Prezado amigo,

Acabei de ler, com perplexidade, uma lista de três proposições do deputado estadual Marcelo Freixo, do PSOL do Rio de Janeiro. A primeira delas pretende acabar com o dia do nascituro. Isso mesmo! Revogar uma conquista do Estado do Rio de Janeiro, a Lei n.° 3847, de 24/05/2002, que instituiu o dia 25 de março como dia do nascituro. Não é brincadeira. Visitem a 
página do deputado e leiam o teor e a justificativa do Projeto de Lei 146/2007:

Para o parlamentar, o nascituro não merece um dia comemorativo (embora o mereça o time do Fluminense). Festejar o nascituro seria tão-somente o produto de 'convicções morais e religiosas' que o Estado não deveria prestigiar. Sim. O parlamentar é contra a celebração da vida intra-uterina, porque isso prejudicaria a legalização do aborto! E, em sua opinião, o aborto deveria ser um 'direito' a se sobrepor ao direito do nascituro à vida.

A segunda proposição pretende acabar com a proteção do Estado à criança gerada em um estupro. Mais uma vez não estou brincando. Visitem a página do deputado e leiam o teor e a justificativa do Projeto de Lei 145/2007. Esse projeto pretende revogar uma outra preciosa conquista: a Lei estadual n° 3.099, de 06/11/1998. Essa belíssima lei, a ser destruída pelo deputado, assegura à vítima de estupro que quiser ficar com a criança, uma pensão mensal de um salário mínimo, até o filho completar vinte e um anos. Para o deputado, a vítima de estupro não deve ter direito à pensão. Na mente do parlamentar, a mulher violentada deve optar entre duas coisas: praticar o aborto ou assumir a criança sem qualquer ajuda estatal!!

A terceira das suas proposições revela, de vez, o plano pró-aborto do parlamentar. Trata-se do Projeto de Lei 144/2007, que 'cria atendimentos de referência para os casos de aborto previstos em lei'. Talvez o deputado não saiba que não existem abortos 'previstos em lei'. Todos eles constituem crime, haja ou não aplicação de pena, como nas hipóteses do artigo 128 do Código Penal, em cuja redação se lê: "Não se pune..." se o aborto é praticado a pretexto de salvar a vida da gestante ou a pretexto de punir a criança pelo crime de seu pai estuprador, o crime permanece, embora a lei deixe de aplicar a pena. É isso que, em Direito, chama-se escusa abolutória. As escusas não tornam o ato lícito. Apenas autorizam sua não punição.

O desejo do deputado é, sem dúvida, desprezar a vida intra-uterina, deixar em desamparo a vítima de estupro e usar o dinheiro público para financiar o crime. Entre em contato com o deputado, clicando 
aqui, e manifeste a sua opinião."

Texto extraído na integra de : 

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Pensamentos acerca dos ídolos


O texto que escrevo abaixo não se trata de tratado teológico, nem filosófico, é somente um rascunho de ideias para refletirmos acerca da questão da idolatria nos dias atuais, não quero expor textos bíblicos, somente pensamentos acerca do tema.
As Grandes religiões abraâmicas, incluindo a cristandade estão acostumadas com o termo “idolatria”, no que concerne a adoração e veneração a deuses relacionados ao paganismo, sendo considerada como um pecado mortal, porém vemos em outras culturas e civilizações práticas de idolatria que por eles são consideradas coisas normais.
Muitos teólogos têm buscado alargar o conceito, inserindo aspectos não religiosos da vida em um modo geral, sem envolvimento de imagens especificamente. Por exemplo, o Catecismo da Igreja Católica Romana afirma: "Idolatria não se refere apenas aos falsos cultos do paganismo. Idolatria também é quando o homem presta honra e veneração a uma criatura em lugar de Deus, quer se trate de deuses ou demônios (por exemplo, o satanismo), do poder, raça, prazer, antepassados, do Estado, dinheiro, etc...” (Wikipédia).
Em um mundo em constante evolução, não é tarefa tão simples separar a “idolatria” do âmbito religioso e secular, pois o que vemos hoje é o consumismo desenfreado, desencadeando assim uma prática que na maioria das vezes é perniciosa ao ser humano, pois buscamos cada vez mais e mais o que é supérfluo, mas que desejamos vorazmente. Isto também se denota como um estado de idolatria.
O que pode também ser considerado como “idolatria” é a busca incessante por um alvo, que no início pode ser algo nobre e interessante, como por exemplo, a luta dos estudantes pelas diretas já, a luta contra um regime autoritário de um governo, como a Ditadura Militar, ou o Regime Comunista, ou até mesmo a luta incansável pela promoção de uma religião em detrimento de outra como aconteceu no período das Cruzadas (entre os anos 1000 -1272), ou o Massacre da noite de São Bartolomeu (corrido em 1572 na França), ambos causados pela Igreja Católica Romana, no afã de defender a sua doutrina a qualquer custo, dentre outros.
Defender estas causas, pode a princípio ser algo como disse anteriormente “nobre”, porém o adepto pode correr sérios riscos de colocar aquela causa e bandeira como causa última em sua vida, fazendo daquela causa fim em si mesmo, ou um deus (vide as Cruzadas e o Massacre da noite de São Bartolomeu).
Temos ainda do ponto de vista secular, a veneração e adoração à celebridades ou pessoas que por algum motivo estão ou estiveram na mídia e são ou foram formadores de opinião, e que fazem de tudo pelo status quo, esta semana li um post na internet que afirmava o seguinte:
 “Mas o fato é que a nossa geração não adora mais a bezerros de ouro, nem mesmo a imagens de barro ou gesso, nossa geração adora a outras pessoas, e nem precisam ser artistas famosos, se for bonita ou se vestir bem já ta de bom tamanho, rapidinho já constroem um altar e se prostram diante deles.” (Ídolos de carne e osso, Carol Frizeiro em http://lafashionvita.blogspot.com.br).
Gostaria de concluir este texto dizendo que podemos sim ter causas nobres para lutar e pessoas para admirar, status a alcançar, tudo isso é válido, mas o que não podemos deixar acontecer é que estas coisas se tornem deuses em nossas vidas pois se fizermos isto, com certeza nada do que alcançarmos valerá a pena, pois iremos buscar sempre mais e mais e mais a qualquer custo.